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O Argolão

O objectivo deste adereço é basicamente igual a de um cesto que se usa para recuperar um sargo, dourada, etc, mas tem uma diferença, um cesto quando desce pela seda abaixo e chega à água, é necessário que o peixe entre dentro e só ai puxamos a corda e recuperamos o peixe, com o argolão não, ao descer pela seda abaixo entra directamente na cabeça do safio na posição que desce e sendo um peixe de garro facilita a passagem entre .....

As minhas bóias

Já há algum tempo que andava a magicar como começar a construir bóias tipo peão para a pesca e enquanto não arranjei um bocadinho para me puder debruçar a sério sobre o assunto, não descansei!Como tal pus mãos à obra e começei por procurar em casas de materiais de bricolage o que era indispensável para elaborar as bóias e que o custo final não fosse demasiado dispendioso, em comparação com as bóias que se adquire em lojas de pesca.

Cesto(em processo)

Construção de um cesto para recuperação do pescado em certas situações......

Pesca lúdica origina manifestação



No dia em que sai para a rua a manifestação agendada para Odemira, para exigir a alteração à portaria que regula a pesca lúdica na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), o Presidente da Câmara Municipal, António Camilo, acredita que o bom senso irá imperar e que o Ministério do Ambiente irá perceber aquilo que é essencial alterar na legislação. O autarca de Odemira não aceita que tudo fique na mesma e que o empenho e os contributos de todos sejam simplesmente ignorados, mostrando-se confiante numa rectificação da portaria que possa satisfazer todas as partes.

O Ministro do Ambiente, Nunes Correia, reuniu com os Presidentes das Câmaras de Odemira, Aljezur e de Vila do Bispo, no dia 25 de Fevereiro, a pedido dos autarcas e prontamente agendada, sinal que da parte do Governo há sensibilidade e vontade para alterar a portaria referente à pesca lúdica, acreditam os autarcas.

As recentes publicações das portarias 143 e 144, de 5 de Fevereiro de 2009, têm dado azo a fortes contestações, pois embora tenham considerado algumas sugestões apresentadas pelos movimentos entretanto criados e pelas autarquias, deixaram de fora muitas outras e introduziram regras nunca dantes discutidas. São exemplos, a restrição da pesca lúdica a quatro dias semanais, limitações temporais ou a proibição do uso de engodo. A redução do peso máximo do pescado e a omissão do maior exemplar nos peixes e cefalópodes, assim como a introdução da restrição da pesca lúdica aos sargos, safias e bodiões em determinados períodos do ano, permitindo-a aos profissionais, foram também medidas que caíram mal, dando origem a manifestações, reuniões, sessões de protesto e comunicados.

O presidente da Câmara de Odemira entende que importa encontrar rapidamente uma solução cujas regras sejam claras e do agrado de todas as partes, revelando aguardar com alguma expectativa a proposta de rectificação, pois de acordo com o Ministro do Ambiente, as autarquias irão ser chamadas a pronunciar-se antes da sua aprovação.

Os presidentes das juntas de freguesia inseridas no PNSACV defendem alterações urgentes às portarias 143 e 144, que regulamentam o exercício da pesca lúdica, reservando-se ao direito de se constituírem como interlocutores directos e parte da solução no respectivo processo de revisão.

Os autarcas das freguesias de Vila Nova de Milfontes, Longueira/Almograve, São Teotónio, São Salvador, Zambujeira do Mar, Aljezur, Odeceixe, Bordeira, Rogil, Budens, Raposeira, Sagres, Vila do Bispo e Porto Covo assumiram uma posição conjunta, que se traduziu na elaboração de uma Moção que foi apresentada e votada nas respectivas Assembleias Municipais.

“A diminuição dos dias de pesca, a interdição de zonas concretas de pesca/apanha, a proibição da apanha para os não residentes, a criação do defeso são, neste momento, realidades que merecem dos autarcas a mais veemente contestação, indignação, repúdio e inconformação”, pode ler-se no comunicado. Salientam ainda o impacto negativo que, tal como estão, provocam nas actividades económicas locais relacionadas com o sector e alertam para o clima de forte contestação social que se vive nestas regiões do Alentejo e Algarve.

Cerca de três mil pessoas protestaram em Odemira contra restrições

Odemira, Beja, 14 Mar (Lusa) -- Cerca de três mil pessoas manifestaram-se hoje em Odemira para exigir a "suspensão imediata" da legislação que entrou em vigor este ano e restringe a pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

O protesto, promovido pela Comissão de Cidadãos do Sudoeste Vicentino, começou às 16:00, com uma concentração no cais daquela vila do distrito de Beja.

Os manifestantes, "cerca de três mil" e na sua maioria pescadores lúdicos, segundo dados da organização e da GNR, deslocaram-se depois a pé até junto do Parque Natural da Costa Vicentina, regressando posteriormente ao cais.

Durante a concentração, os manifestantes entoaram "palavras de ordem", como "Mar privado, não obrigado" e "Fora com as leis de morte", e subscreveram um abaixo-assinado, que vai ser enviado à Assembleia da República.

No documento, exige-se a "suspensão imediata" e a posterior "correcção dos pontos críticos" das portarias 143/2009 e 144/2009, publicadas em Diário da República a 05 de Fevereiro e que regulam e "restringem" a pesca lúdica, explicou à agência Lusa o porta-voz da comissão, Carlos Carvalho.

"Esta legislação está a provocar a morte lenta da pesca lúdica" e a "lesar o pequeno comércio que vive muito dos pescadores que se deslocam à costa para pescar", disse Carlos Carvalho, justificando o protesto de hoje com o objectivo de "chamar a atenção do Governo para a necessidade urgente de alertar as portarias".

Desde que a nova legislação entrou em vigor, "os pescadores lúdicos estão a ser perseguidos e constantemente multados", lamentou o porta-voz da comissão.

Um dos diplomas restringe a pesca lúdica a quatro dias por semana e em períodos de tempo limitados, impondo aos pescadores a prática da actividade entre quinta-feira e domingo e aos feriados, do nascer ao pôr-do-sol.

Além de limitar o período de pesca, obriga a uma época de defeso de espécies piscícolas, nomeadamente o sargo, entre 01 de Janeiro e 31 de Março, e do bodião, entre 01 de Março e 31 de Maio, bem como a interdição de zonas e a redução do peso máximo de pescado.

No entanto, estas limitações não abrangem os pescadores profissionais, que podem pescar em qualquer época do ano qualquer das espécies "proibidas" aos pescadores desportivos.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Odemira, António Camilo (PS), que participou hoje na manifestação, mostrou-se "expectante" e disse "acreditar" no "bom senso" e na "abertura" do Ministério do Ambiente para "alterar a legislação".

O autarca, que não aceita que a legislação "fique como está" e que os contributos dos movimentos entretanto criados e das autarquias "sejam ignorados", mostrou-se "confiante" numa "rectificação rápida" das portarias que "possa satisfazer todas as partes".

A entrada em vigor da nova lei gerou uma onda de protestos, que, além da manifestação de hoje em Odemira, já tinha motivado uma outra concentração de mais de três mil pescadores lúdicos, no passado dia 15 de Fevereiro, junto à Fortaleza de Sagres, também para exigir a revogação "imediata" das portarias.

No passado dia 25 de Fevereiro, numa reunião com os autarcas de Aljezur, Odemira e Vila do Bispo, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, prometeu rectificar as portarias que restringem a actividade de pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.



Fonte: Lusa

Manifestação dos pescadores lúdicos hoje em Odemira

Hoje dia 14 de Março, às 16 horas, em Odemira realiza-se um protesto contra o novo regime da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.



Após o sucesso da manifestação em Sagres, os pescadores lúdicos do Algarve e Alentejo voltam a sair à rua para mostrar a sua revolta contra o novo regime imposto pelas Portarias 143 e 144, publicadas a 5 de Fevereiro, em Diário da República.

Medidas como a diminuição do peso máximo de pescado, a criação de uma época de defeso do sargo, entre 1 de Janeiro e 31 de Março, a interdição à pesca durante o período nocturno, novas zonas de interdição, têm provocado a revolta nos milhares de pescadores lúdicos que costumam deslocar-se à Costa Vicentina durante todo o ano.

Apesar de ter havido uma reunião entre os presidentes das Câmaras de Vila do Bispo, Aljezur e Odemira, e o ministro do Ambiente Nunes Correia e de terem sido prometidas alterações às Portarias, os pescadores não cancelaram a manifestação.



Fonte: Rádio Sines

Pesca lúdica: Pescadores e populações protestam hoje em Odemira

As populações do Litoral Alentejano e Algarvio, vão protestar hoje em Odemira, contra as novas portarias que definem os condicionalismos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.


Ás vozes dos pescadores e mariscadores, juntam-se hoje em Odemira os comerciantes e cidadãos, para protestar contra as duas portarias aprovadas pelo Governo e publicadas em Diário da República (*), no passado dia 5 de Fevereiro. Os dois documentos definem os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e outros mecanismos reguladores que definem as áreas e condições especificas para a actividade piscatória por parte das comunidades locais.

Carlos Carvalho, porta-voz do Movimento “Cidadãos do Sudoeste”, revelou à Voz da Planície que a manifestação de Odemira visa “a suspensão das duas portarias”, um virtude de as mesmas estarem a lançar “uma morte lenta no Litoral”.

Os pescadores e mariscadores dizem que “depois de dois anos de multas”, o Ministério da Agricultura e Pescas, vem dizer que as portarias “vão ser alteradas”, o que “vai arrastar” toda a situação, justifica Carlos Carvalho.

Ricardo Cardoso, da Concelhia de Odemira do PS, afirma que a estrutura “está solidária com a causa”, garantindo que os militantes socialistas “vão marcar” presença física no protesto.

Em comunicado, o Presidente da Câmara Municipal, António Camilo, acredita que “o bom senso irá imperar” e que o Ministério do Ambiente irá perceber aquilo que “é essencial alterar” na legislação. O autarca de Odemira “não aceita que tudo fique na mesma” e que o empenho e os contributos de todos “sejam simplesmente ignorados”, mostrando-se confiante “numa rectificação da portaria” que possa satisfazer todas as partes.

A manifestação convocada pelo Movimento “Cidadãos do Sudoeste”, tem como local de concentração, o cais do rio Mira, e um protesto junto à sede do Parque Natural da Costa Vicentina. Num documento de apelo à presença na acção de protesto, é afirmado que o objectivo do Governo é criar “resorts de luxo, projectos PIN, praias privadas, e outros “ghetos” de onde os ricos enxotam os pobres com empresas de segurança”.


Fonte: Voz da Planicie

Mega manifestação hoje em Odemira

As populações do Litoral Alentejano e Algarvio, agendaram para hoje uma manifestação que visa protestar contra as novas portarias que definem os condicionalismos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.Pescadores, mariscadores, comerciantes e cidadãos, para protestar contra as duas portarias aprovadas pelo Governo e publicadas em Diário da República.As portarias definem os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e outros mecanismos reguladores que regulam a definição de áreas e condições especificas para a actividade piscatória por parte das comunidades locais.Carlos Carvalho, responsável pelo Movimento “Cidadãos do Sudoeste” refere que a manifestação de Odemira pretende “a suspensão das duas portarias”.



Fonte: Rádio Pax

Algumas sugestões para a revisão da lei da pesca

Mais do que a crise económica mundial, a «nova lei da pesca lúdica» tem dominado a actualidade. E, na minha modesta opinião, parece que as críticas que chovem de todos os quadrantes da sociedade algarvia são fundamentadas.


Se é verdade que, na interpretação da lei, mandam as boas regras que o intérprete não se fique apenas pelo seu sentido literal, devendo-se também socorrer do espírito da lei, convenhamos que, no que diz respeito à lei da pesca, o legislador foi um bocado pobre de espírito.

Especulações à parte, a boa notícia é que as manifestações, as moções aprovadas nas Câmaras e nas Assembleias Municipais e as manobras de bastidores sensibilizaram o poder político, que se comprometeu a alterar o actual quadro normativo.

Se assim for, e eu faço votos para que assim seja, aproveito a oportunidade para humildemente deixar aqui algumas sugestões, porque acredito piamente que os governantes ligam tanto à voz do povo como às moções que são votadas nas Câmaras e nas Assembleias Municipais.

Para início de conversa, gostaria de deixar duas sugestões relativamente ao limite diário de meio quilo previsto para a captura do perceve.

A primeira que se deixe de utilizar o termo captura para o perceve e se passe a adoptar a expressão apanha.

A razão de ser desta proposta é que associo a expressão captura a tubarões, elefantes, leões, tigres e outros animais com um grau de ferocidade que, por muito que me esforce, não consigo encontrar no perceve.

Como segunda sugestão, considerando que meio quilo por apanhador não justifica os riscos inerentes a esta actividade, proponho que este valor suba para 600 gramas e que possam ser acompanhados de tremoços, em quantidade não superior a 400 gramas e duas minis fresquinhas.

Relativamente ao anexo I que fixa a lista de espécies de captura proibida, deixo mais duas sugestões.

Relativamente ao esturjão, que de forma expressa se proíba também a aplicação extensiva da lei da interrupção voluntária da gravidez a estes exemplares, evitando-se assim que algum pescador mais malandro retire as ovas do pobre peixe para saborear um pouco de caviar, cujo peso, sem restrições legais poderá, imagine-se, ser superior a meio quilo!

Quanto à proibição da captura dos tubarões brancos, a minha sugestão passa pela aplicação do princípio da reciprocidade, inviabilizando-se desta forma a captura dos caçadores submarinos por parte dos tubarões brancos.

A introdução deste princípio irá banir um dilema que certamente se irá colocar ao caçador submarino que se confronte com um tubarão branco: «deixo-te morder-me, ou, pior ainda, capturo-te e arrisco-me a ser autuado pelas autoridades marítimas?»

Noutra vertente, parece que, na costa Norte, essa actividade estimulante e máscula que dá pelo nome de «ir à minhoca» está vedada a todos aqueles que não sejam naturais ou residentes nos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.

A minha sugestão é que se expurgue esta norma.

Para além da flagrante violação do princípio da igualdade, esta proibição pode ter efeitos perversos, uma vez que, adaptando uma célebre frase de uma autoridade nas lides marítimas, esta é uma daquelas actividades que começa na minhoca e não se sabe onde acaba! E não se podendo «ir à minhoca»…

Para finalizar, devo dizer que aprecio particularmente as definições contidas nos diplomas da pesca. Por isso, sugiro que, numa próxima revisão, o legislador seja mais audaz e aumente o leque de definições.

A título de exemplo, o legislador define toneira, mas não define palhaço.

Como mero instrumento de trabalho, para palhaço, posso sugerir a seguinte definição: «membro integrante da comissão que advoga que a pesca na costa Norte só é permitida de quintas-feiras a domingos e aos dias feriados, entre o nascer e o pôr do Sol, que defende a proibição da captura do sargo de Janeiro a Março e que não autoriza o uso de engodo nas praias».

*Cidadão devidamente identificado

João Pescador*



Fonte: Barlavento Online

Mega-manifestação dos pescadores lúdicos é amanhã em Odemira

A próxima manifestação de protesto contra o novo regime da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é amanhã, 14 de Março, às 16 horas, em Odemira.


Após o sucesso da manifestação em Sagres, os pescadores lúdicos do Algarve e Alentejo voltam a sair à rua para mostrar a sua revolta contra o novo regime imposto pelas Portarias 143 e 144, publicadas a 5 de Fevereiro, em Diário da República.

Medidas como a diminuição do peso máximo de pescado, a criação de uma época de defeso do sargo, entre 1 de Janeiro e 31 de Março, a interdição à pesca durante o período nocturno, novas zonas de interdição, têm provocado a revolta nos milhares de pescadores lúdicos que costumam deslocar-se à Costa Vicentina durante todo o ano.

Apesar de ter havido uma reunião entre os presidentes das Câmaras de Vila do Bispo, Aljezur e Odemira, e o ministro do Ambiente Nunes Correia e de terem sido prometidas alterações às Portarias, os pescadores não cancelaram a manifestação.

Entretanto, até já estão a ser combinadas excursões de autocarro até Odemira, que partem amanhã cedo de diversos pontos do Algarve, incluíndo almoço, no concelho alentejano.



Fonte: Barlavento Online

Vai-te embora choco


O mexilhão (pescadores lúdicos e populações) manifestou-se. Espontaneamente. Sem partidarismo. A rocha que lhe dá segurança (os autarcas) solidarizou-se. Em defesa das populações e dos territórios. A água que bate na rocha e lixa o mexilhão recuou.

A democracia funciona. A caça, só no limite foi regulada. A defesa dos nossos recursos marinhos é urgente. Porém, sacrifícios e restrições devem ser explicados. O povo percebe. No meio disto aparecem uns sargos, matreiros, grandes defensores do mexilhão que surfam em todas as agitações, não para ajudar à solução mas para agudizar o problema. Os crónicos do quanto pior melhor. Em Lagos, o PSD, com a mesma força que quer derrubar a direcção do seu partido, quer derrubar o Governo. Lançou o ferrado. Como se o partido não tivesse responsabilidade(s) na matéria!

Parques naturais sopram 'ventos de tempestade?

Um Parque Natural é uma área que se caracteriza por conter paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse nacional, sendo exemplo de integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza e que apresenta amostras de um bioma ou região natural.

Esta é a definição do Instituto de Conservação da Natureza que coordena os treze parques naturais existentes em Portugal, bem como o único Parque Nacional que é o da Peneda-Gerês cujo plano de ordenamento está em revisão.

No âmbito destas revisões dos Planos de ordenamento começam a surgir algumas preocupações para as autarquias envolvidas que representam legitima e democraticamente as populações, ao ponto do ministério ter pedido há algumas semanas que houvesse mais diálogo entre as partes de modo a evitar quezílias na área da Peneda Gerês e em outros parques naturais ou Áreas de Paisagem Protegida.

Novo exemplo dessa falta de sensibilidade de alguns tecnocratas instalados nos seus gabinetes de ar condicionado — de que é exemplo paradigmático ter sedes destes organismos em cidades a dezenas de quilómetros do território que justifica (?) a sua existência— chega-nos do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina cujo plano de ordenamento também está em revisão.

O caso já chegou à Assembleia da República porque ali se quer proibir a pesca de carácter lúdico de sargos, perceves e navalheiras, em zonas que correspondem a zonas rochosas e não incluem nenhum estuário ou santuário de refúgio e alimentação juvenil de espécies.

A medida é mais um exemplo eloquente do grande desconhecimento da realidade e demonstra falta de rigor científico.

Descontentes com a decisão governamental e contra as novas regras impostas, o Movimento Cidadãos marcou para domingo um protesto em Odemira.

Tendo em conta os alertas recentes, no que se refere ao ordenamento do território na área do parque Nacional da Peneda-Gerês, devem fazer-se todos os esforços para encontrar uma solução consistente que possa salvaguardar paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse nacional e europeu, numa integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza.

O que hoje temos foi defendido e preservado pelas mesmas pessoas que habitam nessas áreas, ao longo de séculos. O futuro não pode ser construído contra elas, os seus usos, os seus costumes e a sua actividade, até para que não soprem ventos de tempestade que tudo podem destruir.


Fonte: Correio do Minho

Bloco de Esquerda questiona Ministro do Ambiente sobre regulamentação da pesca lúdica

Alda Macedo interpôs um requerimento da Assembleia da República em que questiona o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional a respeito da Portaria que regulamente a pesca lúdica.No entender da deputada do Bloco de Esquerda a Portaria pretende solucionar dois problemas que é o de evitar a concorrência que a actividade de pescadores lúdicos representa para a actividade dos pescadores residentes e salvaguardar a preservação das espécies marinhas.Diz Alda Macedo que a portaria sofre dois defeitos flagrantes. O primeiro por revelar um grande desconhecimento da realidade socioeconómica dos residentes no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina e depois porque demonstra falta de rigor científico no que diz respeito às áreas e ao período de intervenção.Para o próximo dia 14 de Março está agendada uma manifestação, em Odemira, contra a referida portaria, organizada pelo Movimento dos Cidadãos do Sudoeste.


Fonte: Rádio Pax

Fora com as leis de morte


O Movimento de Cidadãos do Sudoeste ( Alentejo e Algarve) convoca uma manifestação contra “as leis que matam a pesca lúdica, a pesca artesanal, a agricultura tradicional, as lojas, os cafés, os
restaurantes, as oficinas e o turismo familiar”, denunciando as leis que “a pouco e pouco tem vindo a ser publicadas, de asfixiarem os agricultores e os comerciantes, e nos impedem de conviver e pescar, destroem os bons produtos e tudo o que é pequeno e familiar” a favor dos “resorts de luxo, projectos PIN (Projectos de interesse Nacional), praias privadas e outros guetos, de onde os ricos enxotam os pobres com empresas de segurança”. Acusa ainda os autores de protegerem o grande capital.



A manifestação realiza-se em Odemira, no sábado, dia 14 de Março, às 16 horas, no Parque Natural da Costa Vicentina – perto do cais do Mira.

BE questiona portaria que limita actividade no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

O Bloco de Esquerda exigiu ao Ministério do Ambiente esclarecimentos sobre a portaria que limita a pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Destak/Lusa destak@destak.pt

O requerimento apresentado no Parlamento, assinado pela deputada Alda Macedo, questiona as zonas de interdição previstas na portaria 143/2009, que "correspondem a zonas rochosas que integram os portos de pesca da Baleeira e da Arrifana" e "não incluem nenhum estuário temporário ou permanente, zona comprovadamente caracterizada como santuário de refúgio e alimentação juvenil" de espécies.

Segundo o Bloco de Esquerda, a portaria pretende "evitar a concorrência que a actividade dos pescadores lúdicos representa para a actividade dos pescadores residentes e salvaguardar a preservação de espécies marinhas", mas "parte de um grande desconhecimento da realidade socioeconómica dos residentes no Parque e demonstra falta de rigor científico no que respeita a áreas e períodos de interdição".

Sublinhando a necessidade de regulamentação própria para esta actividade, o Bloco considera que esta "não pode deixar de tomar em linha de conta as características específicas do território costeiro e a definição rigorosa de formas diferenciadas de actividade piscatória".

As limitações temporais também são questionadas no requerimento, com o BE a considerar que "o defeso dos sargos entre 01 de Janeiro e 31 de Março extravasa largamente o período da desova e, não sendo aplicável à pesca comercial, redunda como ineficaz na protecção da espécie uma vez que durante este mesmo período estão as traineiras livres para capturar esta espécie às toneladas".

O Bloco pretende assim saber "qual a análise científica em que se fundamenta a decisão sobre as áreas de delimitação de defeso contempladas na portaria", a "que percentagem representa a pesca lúdica na pesca e apanha das espécies contempladas, nomeadamente sargo, perceve e navalheira" e “o resultado que se prevê obter ao nível da conservação destas espécies".

Com o requerimento, o Bloco pretende ainda saber se "tenciona o governo rever o conteúdo da portaria" para "melhorar a eficácia e promover diálogo com pescadores e população da região".

A portaria 143/2009, publicada em 05 de Fevereiro, em Diário da República, restringe a pesca lúdica a quatro dias por semana e a períodos de tempo limitados, impondo aos pescadores a prática da actividade entre quinta-feira e domingo e, aos feriados, do nascer ao pôr-do-sol.

Além de limitar o período de pesca, a decisão obriga a uma época de defeso de espécies piscícolas, nomeadamente o sargo, entre 01 de Janeiro e 31 de Março, e do bodião, entre 1 de Março e 31 de Maio, bem como a interditação de zonas e a redução do peso máximo de pescado.

Descontente com a decisão governamental e contra as novas regras impostas, o Movimento Cidadãos do Oeste marcou para domingo uma manifestação de protesto em Odemira, pelas 16:00.


Fonte: Destak

Encontro/convívio de pescadores

Hoje realizou-se mais um encontro/convívio de pescadores, promovido pelo Sporting Clube Lagoense, que conseguiu reunir pouco mais que três dezenas de participantes sendo na sua maioria do concelho de Lagoa. À semelhança dos anos anteriores, o encontro não foi mais do que uma brincadeira que teve como objectivo, não só fomentar o convívio entre amigos, conhecidos e outras pessoas amantes deste hobbie, mas também do prazer que é desfrutar de algumas horas observando o mar.



A equipa: João(pica), Roger e eu






À chegada, o mar parecia um autêntico rio, sem ondulação, com água lusa e como tal com estas condições é difícil o peixe cooperar, mas como era tudo para levar na desportiva a solução, foi mesmo aproveitar o tempo em que ali estivemos para irmos trocando algumas impressões e contar algumas anedotas.
A respeito de capturas, por vezes ainda saíram algumas peixitos, mas que no final o balanço revelou-se muito fraco.

No fim da contagem e feita a classificação, como sempre e para não fugir à regra, o Roger mais uma vez saiu um justo vencedor.


Eu ainda consegui ficar na 8ª posição



E o João(pica) na 25º posição


Contudo foi um dia muito bem passado e que para o ano esperamos repetir.
Um abraço e até breve


Regime da pesca lúdica no Parque Natural pode ser alterado

A promessa de alterações à Portaria 143, que impõe limitações à pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), feita pelo ministro do Ambiente Nunes Correia, aos presidentes das Câmaras de Aljezur, Vila do Bispo e Odemira, dá novo alento aos pescadores desportivos e aos residentes naqueles concelhos.



Em declarações ao «barlavento», Manuel Marreiros, presidente da Câmara de Aljezur, mostrou-se optimista quanto aos resultados da reunião que decorreu em Lisboa na quarta-feira da semana passada, afirmando que o ministro do Ambiente transmitiu «preocupação, estando a par dos problemas que a nova Portaria trouxe».

Os autarcas solicitaram uma reunião com Nunes Correia, devido à publicação das Portarias 143 e 144, em Diário da República.

A Portaria 143 restringe a pesca lúdica, no PNSACV, a quatro dias por semana, entre quinta e domingo, em períodos limitados, entre o nascer e pôr do sol, cria novas zonas de interdição, bem reduz o peso máximo de captura permitido e impõe épocas de defeso do sargo, entre 1 de Janeiro e 31 de Março, e do bodião, entre 1 de Março e 31 de Maio.

A Portaria aplica-se a todas as actividades da pesca lúdica, quer seja pesca apeada, pesca submarina ou à apanha do marisco. Já a Portaria 144 é de âmbito nacional, sendo o uso de engodo a sua principal limitação.

«Não houve abertura para cancelar [as Portarias], mas há uma rectificação que será feita», explicou Manuel Marreiros. A esperança é que as alterações respondam «às questões essenciais discutidas», acrescentou.

Apesar de não serem conhecidas as possíveis alterações, o que foi explicado aos autarcas do Sul do país é que, «segundo a lei, há um prazo legal de 60 dias para que as Portarias sejam revistas e ajustadas», adiantou o presidente aljezurense.

Após esse prazo, os presidentes das Câmaras de Vila do Bispo, Odemira e Aljezur voltam a reunir-se com o ministro do Ambiente Nunes Correia.

«Vai haver uma nova reunião, após os 60 dias, para saber quais serão as alterações e para conversarmos» novamente com o ministro, afirmou o autarca ao «barlavento».

Quanto à manifestação agendada para dia 14 de Março, às 16 horas, em Odemira, Manuel Marreiros não vê razão para ser cancelada. «Não vejo mal nenhum em que as pessoas se manifestem. Até porque a situação actual é mesmo muito grave».


Fonte: Barlavento Online