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O Argolão

O objectivo deste adereço é basicamente igual a de um cesto que se usa para recuperar um sargo, dourada, etc, mas tem uma diferença, um cesto quando desce pela seda abaixo e chega à água, é necessário que o peixe entre dentro e só ai puxamos a corda e recuperamos o peixe, com o argolão não, ao descer pela seda abaixo entra directamente na cabeça do safio na posição que desce e sendo um peixe de garro facilita a passagem entre .....

As minhas bóias

Já há algum tempo que andava a magicar como começar a construir bóias tipo peão para a pesca e enquanto não arranjei um bocadinho para me puder debruçar a sério sobre o assunto, não descansei!Como tal pus mãos à obra e começei por procurar em casas de materiais de bricolage o que era indispensável para elaborar as bóias e que o custo final não fosse demasiado dispendioso, em comparação com as bóias que se adquire em lojas de pesca.

Cesto(em processo)

Construção de um cesto para recuperação do pescado em certas situações......

Um dia de pesca

Hoje foi dia de mais uma jornada de pesca.

Combinei com o amigo Roger, para irmos fazer uma pescaria até á costa norte, a maré como dava tarde, decidimos que não valia a pena levantar muito cedo e assim aproveitava-mos para ficar no choco mais um bocado.
Por volta das nove e pouco, cheguei a Lagoa para ir buscar o Roger, que por incrível que pareça, conseguiu estar a horas no ponto de encontro e até já tinha tomado o pequeno-almoço, duas vezes.
Tomámos o café da ordem e partimos até á costa norte.
Quase a chegar á Carrapateira, notámos que o vento está forte e como tal, vai ser um dos factores a ter em conta para a escolha do pesqueiro, mas não iria ser o único factor….
Pois é, quando lá chegámos e como é normal nesta altura do ano, notou-se a presença de alguns carros, mas os pescadores, eram mais que às mães!!
Bem, tínhamos de ficar nalgum lado e como tal começámos á procura de pesqueiro.
Lá conseguimos encontrar um sítio baixo, mas o vento, esse, é que se afirmava que nem tão cedo se iria.
A água estava óptima para que o peixe lá andasse, mas como a maré estava muito escorrida, decidimos esperar um pouco, até que enchesse mais.



Entretanto, fomos preparando o material e como tinha adquirido um fluorcarbono novo, decidi experimentá-lo para saber se era um elemento chave para fazer equipa com o meu fiel Mirage da Yo-zuri.



Já era tempo de pôr as canas de molho e começámos a iscar o famoso ralo, para começar.
A água mantinha-se boa e á excepção do vento forte, havia condições para o peixe aparecer.





Nos primeiros lançamentos, o ralo vinha tal e qual como foi, decidimos experimentar a gamba, para testar os apetites do peixe, mas a bóia nem se mexia e partimos para os moradores (tipo caranguejos eremitas), mas……..
Após algumas horas, estava visto que tínhamos escolhido mal o dia para a pescaria, era daqueles dias que nós dizemos “devia ter ficado mas era em casa”. Então decidimos partir em busca de outro pesqueiro, desta vez mais a sul (Sagres).





Chegámos a Sagres e como o estômago já pedia alimento, parámos num café para comer uma bucha e depois iríamos partir á procurar de pesqueiro.
A água estava lusa(limpa), o vento ali também se mantinha forte e claro com umas condições destas, notava-se perfeitamente que os pescadores eram muito poucos.
Mas como tínhamos tirado o dia para a pesca, fomos á procura de um pesqueiro mais abrigado do vento e onde a água mexesse mais.
Acabámos por encontrar um, que nos agradou e toca de meter o material na água.


Logo no primeiro lançamento o Roger engata logo um sargote com umas 300gr, o que era um bom sinal!
Lançamento para ali, lançamento para acolá e lá se engatava daquelas medalhas, como nós chamamos aqueles sarguetes que só têm os olhos, que logo devolvíamos á água.
O tempo passava e o peixe digno de se ver, nada!!

Com a tarde quase toda passada e a maré cada vez mais escorrida, era tempo de arrumar a trouxa e rumarmos a casa, pois tinha chegado ao fim, mais um dia de pesca, que mesmo sem o factor importante dar o ar da sua graça, tinha sido um dia espectacular muito bem passado na companhia de um amigo e á beira-mar.

Enfim, melhores dias virão.