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Uma noite de convivio

Pois é, como elas (douradas) andam ai, ontem decidimos ir testar a nossa sorte.

Como a baixa-mar dava cedo, logo pela manhã, passei na casa do Pedro Costa (Tosta), para irmos apanhar isco, que era a primeira vez que íamos efectuar tal tarefa, se bem que já tínhamos algumas indicações, mas a teoria não é tudo e lá seguimos.


Fomos até á Espargueira (Alvôr), levámos uma forquilha (utensilio mais adequado para evitar cortar o isco quando se cava) e estávamos inclinados a procurar a "borracheira", famoso isco característico pela sua dureza, impedindo que se desfaça logo na primeira investida e que ultimamente tem dado boas provas na captura de douradas. Fartámo-nos de cavar e já quase no final, lá começámos a apanhar algumas, juntamente com coreano, minhocão, tripa e minhoca da areia, que para quem nunca tinha apanhado, foi um bom resultado.


Combinada a pescaria para as 19h30, assim fomos para o pesqueiro, mas faltava ainda o Cintra que acabaria por vir um pouco mais tarde. Começámos a pescar por volta das 21h00, o vento era fraco de noroeste e com a maré a encher, esperava-se bons resultados. Entretanto como o Cintra tinha trazido umas bifanas e uma chouriça daquelas tipo caseiras, fomos petiscando e falando sobre a vida. No segundo lançamento que fiz, ferrei uma douradinha com 0,5kg e ficámos a pensar "está a começar bem", o Cintra ainda tirou um sargo pequeno e até às 02h00 da manhã, não saiu mais nada.


Elas não apareceram como esperávamos, mas o melhor de tudo foi mesmo o petisco que estava um mimo e o convivio que é sempre um factor, muitissimo agradável na companhia de amigos.

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