Autor

Arquivo do blogue

.

O Argolão

O objectivo deste adereço é basicamente igual a de um cesto que se usa para recuperar um sargo, dourada, etc, mas tem uma diferença, um cesto quando desce pela seda abaixo e chega à água, é necessário que o peixe entre dentro e só ai puxamos a corda e recuperamos o peixe, com o argolão não, ao descer pela seda abaixo entra directamente na cabeça do safio na posição que desce e sendo um peixe de garro facilita a passagem entre .....

As minhas bóias

Já há algum tempo que andava a magicar como começar a construir bóias tipo peão para a pesca e enquanto não arranjei um bocadinho para me puder debruçar a sério sobre o assunto, não descansei!Como tal pus mãos à obra e começei por procurar em casas de materiais de bricolage o que era indispensável para elaborar as bóias e que o custo final não fosse demasiado dispendioso, em comparação com as bóias que se adquire em lojas de pesca.

Cesto(em processo)

Construção de um cesto para recuperação do pescado em certas situações......

Pesca de familia II



Ora aqui está mais uma pesca feita por estes dois campeões!!

Agora que lhe tomaram o gosto não querem mais nada, é só meter na saca!!!

As meninas de testa dourada já se fazem notar e os sargos estão na sua época.





Um abraço

Revista "O PESCADOR"

Já se encontra nas bancas a edição de Abril, "O Pescador" nº 10.




Não perca esta maravilhosa edição, com grande destaque para o assunto que marca actualmente a pesca lúdica, que é o descontentamento e os protestos dos pescadores contra a nova legislação!!

Um abraço

Proposta para a Costa Vicentina é «eco-patetice»

Autarca de Aljezur teme tumultos devido à revisão do plano do Parque Natural


O presidente da Câmara de Aljezur classificou a proposta de revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Costa Vicentina de «eco-patetice», antevendo a possibilidade de tumultos sociais por parte da população mais atingida, nomeadamente pescadores e agricultores, informou a Agência Lusa.

«A pesca desportiva já gerou algum tumulto e as pessoas que se preocupam com a pesca são exactamente as que se preocupam com este plano, os agricultores, as pessoas que vivem junto do mar, as pessoas que nunca pediram nada e que só querem que lhes deixem fazer a vida como fazem há gerações», observou Manuel Marreiros (PS).

O autarca recordou as manifestações que juntaram cerca de três mil pescadores lúdicos em Sagres, em Fevereiro, e em Odemira, a 14 de Março, para mostrar a reacção da população a uma lei que mexeu com os seus hábitos de vida.

Na proposta de revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o princípio é o mesmo: «querem impor-nos um modo de vida, mas o modo de vida que temos aqui foi o que deu origem ao parque», referiu.

O lote de medidas e restrições propostas pelo Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) levam-no a classificar a revisão do plano como «uma eco-patetice, uma presunção de protecção da natureza, que, na verdade, só contribui para o abandono do espaço. E o espaço abandonado é um espaço que se vai degradar», disse ainda.

O autarca criticou, de resto, a acção do ICNB, nomeadamente a ausência de políticas e instrumentos de educação ambiental, a fraca intervenção no território e a falta de recursos.

«Desde 88, que esta zona é área protegida e está mais degradada porquê?», questiona, citando o relatório sobre a conservação de habitats da Rede Natura 2000 que aponta as áreas dunares como as mais degradadas.

«São áreas onde não se faz agricultura, não se constroem casas, não há empreendimentos turísticos e não há pecuária... é simplesmente o parque que não intervém».

Nos casos em que o ICNB interveio, como nas praias de Monte Clérigo e da Carrapateira, «chegou à conclusão que não tinha dinheiro suficiente para as obras e tivemos nós [Câmara] que comparticipar metade das intervenções», recordou.

«A única actividade do ICNB que conhecemos é dar pareceres», comentou ainda, para concluir que «o parque natural só serve para os meninos da cidade virem para aqui ao fim-de-semana ler o Expresso num jipe, no meio das dunas».

Contactada pela Lusa, fonte do ICNB afirmou que para já não vai tecer qualquer comentário às acusações do autarca de Aljezur.



Fonte: TVI24

Paralelo 35: Pesca profissional vs pesca lúdica

É preciso não confundir a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras», diz o ditado popular. Neste caso, a obra-prima do mestre é a Gestão integrada da zona costeira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

A prima do mestre de obra é utilizar esse argumento para lançar legislação avulsa, sem ouvir todas as partes interessadas, numa tentativa de regular somente a pesca lúdica, como que a atribuir-lhe a culpa do actual estado dos recursos.Estão em causa muitas variáveis, a utilização das falésias, a subsistência do mercado turístico local, hábitos das comunidades piscatórias, mas vou deixar esses temas para depois. Falo somente da conservação dos recursos piscatórios.

Uma das grandes batalhas da pesca profissional e empresas de comércio de pescado nesta zona é de facto o mercado paralelo que a pesca de subsistência (mascarada de pesca lúdica) fomenta.

Os pescadores lúdicos, na verdadeira essência da palavra, apesar de representarem um maior número, não causam no recurso um impacto tão significativo que justifique estas medidas de restrição. Paga o justo pelo pecador e, como é óbvio, as pessoas revoltam-se, na minha opinião com toda a razão.

Quem faz esta pesca de subsistência, deveria ter um enquadramento legal próprio, pois o Estado não pode virar as costas a estas pessoas que são, na sua maioria, pescadores reformados ou pessoas que não têm outras oportunidades de emprego, tudo para levar mais alguma coisa para casa. Não acredito que ninguém se pendure numa falésia dias a fio com risco da própria vida se tiver outra oportunidade de emprego.

Ninguém fala dos quilómetros de redes de emalhar que percorrem toda a costa que muitas vezes ficam dois e três dias a pescar. Quando vão lá é somente para retirar o peixe ou o marisco e volta ao mesmo sítio.

E quantas destas redes são perdidas no mau tempo e envolvem as pedras, matando a pesca durante meses, ou quantos cofres (armadilhas com isco para o polvo) estão dentro de água e quantos estão perdidos, da pesca dos «rapas» (embarcações de cerco) ou, pior que isso, da pesca de arrasto, que destrói há anos os fundos e já só evita as pedras altas, deixando um deserto por todas as outras. Aqui reside o problema principal.

Ninguém mais do que os pescadores desejam e sentem a urgência de uma regulação da actividade, de uma efectiva fiscalização e punições pesadas para os infractores.

A Gestão Integrada deveria ser feita ouvindo todos os interessados e intervenientes e a regulação devia incidir sobre a pesca profissional e lúdica e, a utilização do espaço (lúdico, urbano, turístico, agrícola e industrial).

*Biólogo Marinho
André Dias*


Fonte: Barlavento Online

Encontro/convívio de pesca

Realizou-se no passado Domingo dia 22, um encontro/convívio de pescadores na Vila de Carvoeiro, realizado pela Sociedade Recreativa de Carvoeiro.



A adesão não foi muita, mas mais vale poucos e bons que muitos e maus.



As condições não foram lá muito favoráveis, mas ao menos deu para passar uma boa manhã. Como era tudo pessoal conhecido ali da terra, o concurso ficou marcado obviamente pelo extraordinário convívio e nada melhor para recordar que esta bela foto que foi tirada a seguir ao excelente jantar.





Um abraço e até breve

Milhares de pescadores lúdicos saíram às ruas de Odemira para protestar (com fotos)

Os pescadores lúdicos voltaram a sair à rua, em Odemira, para contestar o novo regime de pesca lúdica, imposto no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).


A 15 de Fevereiro já tinham estado na Fortaleza de Sagres cerca de três mil pessoas, depois de uma marcha lenta automóvel entre Lagos e Sagres. Desta vez foram mais longe e manifestaram-se no Alentejo.

Ver fotos

O cais do rio Mira, em Odemira, serviu assim de cenário para as palavras de ordem, que se queriam altas, a ecoar pelas ruas.


«Mar privado, não obrigado!» era a frase mais repetida entre os milhares de pescadores lúdicos do Algarve e do Alentejo que, no sábado, se deslocaram àquela vila alentejana.

Eram mais do que os que foram a Sagres, tanto que, nas estreitas ruas da vila alentejana, ninguém conseguia andar. A meta final era a sede do PNSACV, mesmo não estando ninguém a trabalhar na entidade ao fim de semana.

Nas mãos, seguravam cartazes e faixas brancas, com palavras de protesto escritas a negro: «A população está de luto», «Queremos pescar», ou «PIN=Pesca Interdita à Nação».

A causa para o luto dos pescadores, que vestiam camisolas pretas, é a publicação da Portaria 143, a 5 de Fevereiro, que veio impor um novo regime da Pesca Lúdica no PNSACV.

E são as mais diversas restrições, desde a diminuição do número de dias para a pesca lúdica, que passa a ser permitida só aos feriados e entre as quintas-feiras e domingos, bem como a criação de novas zonas de interdição, a redução do peso máximo de pescado de dez quilos para 7,5 quilos e a criação de uma época de defeso do sargo, entre 1 de Janeiro e 31 de Março, e do bodião, entre 1 de Março e 31 de Maio.«

Aqueles que têm grandes ordenados, que estão lá e que não percebem nada de pesca, criam autênticas leis de morte», explicou Carlos Carvalho, porta-voz do movimento «Cidadãos do Sudoeste», que engloba as duas regiões, ao mar de pescadores lúdicos, que se deslocaram até Odemira.

É que não são só os pescadores a sofrer as consequências do novo regime, pois a economia dos concelhos integrados no Parque Natural sobrevive, no Inverno, devido aos milhares que se deslocam à Costa, para praticar aquele passatempo.

É um problema que «afecta as lojas, o comércio e não só aquele que apanha o peixe para sobreviver», adiantou Adelino Soares, representante dos pescadores de Vila do Bispo.

Durante a manifestação foram deixados muitos recados. Um deles era a de que «a população não é tão ignorante quanto pensam», como afirmou Carlos Carvalho.

«Afastarem-nos da costa é muito fácil. Será que há algo por trás?». A resposta é simples: «ou são ignorantes ou há interesses económicos para criarem resorts e PIN», especulou.

O certo é que, mesmo com a promessa da alteração das Portarias feita pelo ministro Nunes Correia aos presidentes das Câmaras que integram o PNSACV, os pescadores não desistem da sua luta.

Em Sagres, os abaixo-assinados eram para que as Portarias fossem alteradas. Em Odemira, a conversa já era outra e o objectivo é agora assinar para as suspender.

E já há ameaças. «Se as Portarias não forem suspensas até ao próximo mês, em Maio vamos a Lisboa, para as portas da Assembleia da República», garantiu um dos membros do movimento.

Até lá, o ministro Nunes Correia deve apresentar as mudanças, se for cumprido o prazo legal de 60 dias, desde o dia da publicação das portarias.



Fonte: Barlavento Online

Pesca de familia

No passado sábado o meu tio mais um amigo(Júlio) e companheiro habitual, decidiram ir fazer uma pesca e tal como nas outras vezes, o destino foi obviamente algures na costa algarvia !!


Partiram ainda de madrugada bem cedo e quando chegaram ao destino, as condições revelavam-se razoáveis, com água um bocado mexida e sem vento.

O peixe ia cooperando, mas no decorrer da manhã com o passar das horas, o vento começou a dar o ar da sua graça soprando progressivamente com alguma intensidade, de tal forma que ao fim de alguma horas não foi possível pescar mais naquelas condições e não tiveram outra alternativa senão arrumar a trouxa!

A pescaria até não ia má encaminhada, mas não eram os próprios que mandavam!!
Saíram bons sargos, tudo de 400 pra cima e também um troféu, já há muito merecido ao meu tio, digno de uma foto para emoldurar, uma bela dourada que na balança ficou a faltar umas gramitas para três quilos, aqui ficam as fotos.




A alegria estampada no rosto

A bela da magana



Um abraço e até à próxima.

Mar privado, não obrigado!

Respondendo ao apelo do movimento "Cidadãos do Sudoeste", três mil pessoas concentraram-se em Odemira neste Domingo, 15 de Março, desfilando pelas principais artérias da vila até à sede do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina - PNSACV. O Bloco de Esquerda, que já tinha apresentado um requerimento no parlamento, solidarizou-se com este protesto.



A exigência de suspensão imediata das Portarias 143 e 144/2009, que regulamentam a pesca lúdica, uniu residentes da zona, de vários concelhos da costa alentejana e algarvia e até do interior do Alentejo, praticantes há décadas da pesca de linha, do mergulho e da apanha de marisco como desporto ou complemento alimentar.


O BE manifestou solidariedade a este protesto, que sucede ao realizado em Sagres em 15 de Fevereiro. Em comunicado conjunto, as Coordenadoras Distritais de Beja e do Algarve denunciam "estas medidas absurdas e que carecem de sustentação científica" e "o que parece ser uma estratégia deliberada para ilegalizar modos de vida ancestrais e tornar cada vez mais insustentável a vida da maioria dos habitantes do Parque Natural", bem como a "obstinação do governo em enxotar as populações do litoral e preparar a cama aos projectos PIN que se estendem de Tróia para Sul e ameaçam transformar a costa mais preservada de Portugal em coutadas para ricos".




No Parlamento, o BE já tomou uma posição, através de requerimento que critica dois defeitos flagrantes da Portaria: parte de um grande desconhecimento da realidade socioeconómica dos residentes no PNSACV e demonstra falta de rigor científico no que diz respeito às áreas e ao período de interdição. A deputada Alda Macedo questionou o governo sobre os objectivos da portaria, tendo em atenção o impacto da pesca lúdica na preservação das espécies marinhas em causa e apelou à revisão destas limitações.


O movimento "Cidadãos do Sudoeste" anunciou que, caso o governo não ceda às reivindicações, nos próximos meses a luta baterá à porta do parlamento.



Fonte: Esquerda

Video da manifestação em Odemira

Fonte: Sic