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O Argolão

O objectivo deste adereço é basicamente igual a de um cesto que se usa para recuperar um sargo, dourada, etc, mas tem uma diferença, um cesto quando desce pela seda abaixo e chega à água, é necessário que o peixe entre dentro e só ai puxamos a corda e recuperamos o peixe, com o argolão não, ao descer pela seda abaixo entra directamente na cabeça do safio na posição que desce e sendo um peixe de garro facilita a passagem entre .....

As minhas bóias

Já há algum tempo que andava a magicar como começar a construir bóias tipo peão para a pesca e enquanto não arranjei um bocadinho para me puder debruçar a sério sobre o assunto, não descansei!Como tal pus mãos à obra e começei por procurar em casas de materiais de bricolage o que era indispensável para elaborar as bóias e que o custo final não fosse demasiado dispendioso, em comparação com as bóias que se adquire em lojas de pesca.

Cesto(em processo)

Construção de um cesto para recuperação do pescado em certas situações......

Agora tá bem sim....!!!!

Hoje para variar, a seguir ao trabalho arrumei a trouxa e ála .....a caminho da costa para ver se dava pra "spinar".

Cheguei á zona olhei e as indicações eram boas (para quem está com a febre toda, as condições são sempre boas.. hehehe), excepto este vento forte do quadrante norte que parece que veio para ficar. Mas lá fui eu, engatei um passeante e zás pra dentro de água, lançando...lançando e nada, resolvi mudar de poiso.

Lá ia tentando a sorte sempre com aquela esperança e num lançamento efectuado, algo investiu na amostra mas falhou e a adrenalina começava. Lançei novamente para a mesma zona e levo uma mocada na amostra e senti que algo ficou lá.

Era um robalete pequeno sem medida que veio dizer que os pais tinham saido e que de momento só estava ele.....foi devolvido ao seu habitat, após eu lhe tirar esta foto que ficou como recordação......... pode ser que um dia o volte a encontrar com mais uns quilinhos, quem sabe!!!




Um abraço e até uma próxima.

Nada mal, para estreia......

Pois é, hoje como tinha disponibilidade deu-me na tola pegar no material de spinning e resolvi dar uma volta pela costa, para ver como eram as condições para esta modalidade.

A água estava meio tapada com muitas algas á superficie, o que não era bom sinal, o vento de sudoeste fazia-se sentir com alguma intensidade e começei logo a pensar que devia ter ficado em casa, mas como já tinha chegado até ali, não custava nada experimentar, ao menos ficava com o cheiro da maresia na venta e assim foi....
Era final do dia, a maré vazava e por isso tinha umas poucas horas até ficar a seco. Procurei uma pedra ilhada mais alta e pus-me lá em cima....... a fraca ondulação impedia-me de animar a amostra como pretendia, mas depressa fui-me habituando a coordenar os movimentos consoante o mar me deixava......... e ao 2º lançamento levo uma mocada na amostra e fiquei a pensar se estava a ver bem!!!!!.... quando a cana começa a trabalhar, pensei " já está" e fui trabalhando o peixe, era uma avária com 600gr......nada mal, para estreia.




A alegria em mim, era de tal forma que andava com água até á cintura e nem me lembro se a água estava fria ou quente!!!
Coloquei o peixe numa poça e fui outra vez á carga, na esperança de aparecer uma parecida ou um primo dela...... e depois de ter feito uns 3 lançamentos, levo outra mocada que me leva a amostra....... este puxava mais um bocadinho e tive que trabalhá-lo com o drag.... era uma avária com 900gr.




Ainda fui á procura de um primo que pudesse andar por ali, na esperança de encher de adrenalina, mas a pesca estava feita.

Sinceramente..... fiquei bastante contente pelo resultado, pelo facto de estas serem as minhas primeiras capturas no spinning. Espero que venham mais momentos destes!!!! Um abraço.

Mais um treino

Hoje como não havia nada para fazer decidi mais o meu colega Roger ao final do dia ir treinar e tentar obter resultados. O mar estava calmo com vento fraco e tinhamos umas 2/3 horas para nos entreter, lançamento prá li, lançamento para acolá e os maganos devem ter pensado " estes pichotes ainda têm muito que aprender "........... e ao fim de um bocado o Roger ia fazendo a sua estreia com um choco, bom......foi a risota total, ainda tentou outra vez mas o choco deu meia volta e tchau.



Ao fim ao cabo ainda deu para eu aprender como se faz o "Walking the dog" com um passeante da Riversea que me agradou bastante, sinceramente fiquei contente por observar a maneira como a amostra faz aqueles zig-zags, agora é uma questão de práctica e insistência.



O meu comparça também ficou contente, tirando a parte que o choco lhe trocou as voltas. O que interessa acima de tudo é que apesar dos resultados não serem os esperados, ao menos podemos sempre anotar algumas referências para podermos melhorar o nosso desempenho.


Para a próxima há mais......grade claro. Um abraço.

Fui picado..........

Todos os dias se vê muitos aderirem a esta modalidade contagiante "spinning", que apesar de render muitas grades, por vezes pode também compensar com boas capturas. Há tempos já tinha experimentado, mas aborrecia-me ir sozinho e como não obtive resultados desisti. Agora como o meu comparça de bóia pra variar anda-me a picar para o acompanhar, lá me rendi e decidi adquirir mais algumas amostras para ir treinando.


Flashminnow 130MR American shad


River2sea Rover 128 HA-16R


Vamos lá ver como vai correr, mais que não seja pelo convivio e pela paisagem que é sempre bonita de se observar, depois digo como foi, um abraço.

Revista nº 2 "O PESCADOR"


Já se encontra á venda em qualquer ponto do país o numero 2 da revista "O Pescador" com mais um leque de artigos bem elaborados com o contributo de alguns amantes deste desporto.



Aproveite para dar uma olhadela no artigo sobre a Dourada, vai ver que vale a pena.

Matar saudades

Após 2 anos e alguns meses de ausência a um desporto/hobbie, que foi por onde começei a dar os meus primeiros passos no contacto com a pesca e que me marcou desde os 11 anos, decidi aceitar um convite de um amigo(Roger) que me pediu para o acompanhar numa caçada submarina.


Sinceramente valeu bem a pena, não só pelo resultado da caçada que até não foi mau, mas também para matar saudades de ver a beleza que o fundo do mar possui, que é espectacular.

Revista " O PESCADOR"

É uma revista inovadora sobre um desporto lindo que é a pesca onde qualquer aficcionado, poderá adquiri-la em qualquer banca, não perca. Entretanto aqui fica a capa principal.

Para mais infoemações, consulte também o blog da revista.
http://www.revistaopescador.blogspot.com/

Uma noite de convivio

Pois é, como elas (douradas) andam ai, ontem decidimos ir testar a nossa sorte.

Como a baixa-mar dava cedo, logo pela manhã, passei na casa do Pedro Costa (Tosta), para irmos apanhar isco, que era a primeira vez que íamos efectuar tal tarefa, se bem que já tínhamos algumas indicações, mas a teoria não é tudo e lá seguimos.


Fomos até á Espargueira (Alvôr), levámos uma forquilha (utensilio mais adequado para evitar cortar o isco quando se cava) e estávamos inclinados a procurar a "borracheira", famoso isco característico pela sua dureza, impedindo que se desfaça logo na primeira investida e que ultimamente tem dado boas provas na captura de douradas. Fartámo-nos de cavar e já quase no final, lá começámos a apanhar algumas, juntamente com coreano, minhocão, tripa e minhoca da areia, que para quem nunca tinha apanhado, foi um bom resultado.


Combinada a pescaria para as 19h30, assim fomos para o pesqueiro, mas faltava ainda o Cintra que acabaria por vir um pouco mais tarde. Começámos a pescar por volta das 21h00, o vento era fraco de noroeste e com a maré a encher, esperava-se bons resultados. Entretanto como o Cintra tinha trazido umas bifanas e uma chouriça daquelas tipo caseiras, fomos petiscando e falando sobre a vida. No segundo lançamento que fiz, ferrei uma douradinha com 0,5kg e ficámos a pensar "está a começar bem", o Cintra ainda tirou um sargo pequeno e até às 02h00 da manhã, não saiu mais nada.


Elas não apareceram como esperávamos, mas o melhor de tudo foi mesmo o petisco que estava um mimo e o convivio que é sempre um factor, muitissimo agradável na companhia de amigos.

A Dourada


Ouvi dizer que elas andam ai e algumas até de bom porte, mas ainda não tive tempo para lhes fazer uma visita este ano, então decidi colocar aqui, um tópico que tem como objectivo, descrever melhor este magnifico peixe.



Nome Científico: Sparus Aurata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Sparidae


Caracteristicas
È um peixe de corpo oval, bastante elevado e comprimido. Perfil da cabeça regularmente convexo e pequeno. Boca baixa, um pouco inclinada. Com Lábios espessos, possuindo uma forte dentadura, composta por 4 a 6 dentes caniniformes em cada maxila, seguidos posteriormente por dentes mais obtusos, que progressivamente se tornam molariformes e se compõem de 2 a 4 filas, (dentes nas duas filas exteriores mais fortes).



Possui Branquiespinhas curtas, 11 a 13 com 7 ou 8 inferiores e 5 (raramente 4) a 6 superiores. Barbatana dorsal com 11 espinhas e 13 ou 14 raios moles (segmentados). Barbatana anal com 3 espinhas e 11 ou 12 raios moles. Possui entre 73 a 85 escamas ao longo da linha lateral. Coloração: cinza prateada com uma grande mancha preta por cima do opérculo e sublinhada por uma zona avermelhada e claro a inconfundível mancha dourada, pela qual ficou conhecida, entre os olhos contornada por duas zonas mais escuras (menos visível nos jovens).



Distribuição Geográfica

È uma espécie comum no Mar Mediterrâneo, presente ao longo das costas Atlânticas orientais da Grã-Bretanha ao Senegal, e rara no Mar Negro.



Habitat & Biologia

Os adultos chegam a aparecer até os 150m de profundidade, mas geralmente habitam zonas até aos 30m, preferindo fundos rochosos, também com alguma vegetação e em fundos arenosos com alguma posidónia. Sendo uma espècie que tolera vários niveis de salinidade, na Primavera muitas vezes ocorrem em águas salobras( lagoas costeiras e estuários).
Reproduz-se no Inverno, geralmente a partir de Outubro a Dezembro. È um peixe sedentário, solitário, encontrando-se por vezes em pequenos cardumes. Muito sensivel a temperaturas baixas, sendo o seu limite letal minimo de 4ºC. Esta espécie é hermafrodita protândrica, ou seja, atinge a sua maturidade como machos em 2 anos de idade(20-30cm) tornando-se depois em fêmeas em 2-3 anos(33-40cm), mas nem todos seguem este padrão, porque alguns atrasam ou nunca alcançam a reversão do sexo, possivelmente devido a sua relação social com o meio ambiente e factores genéticos.


Alimentação

Alimenta-se de peixes pequenos, mas as suas preferências são os moluscos bivalves e crustáceos.
Ex: Mexilhão, Lingueirão ou Navalha, Caranguejo.







* A última vez que as apanhei, já foi há dois anos e foram duas, uma com 1,500kg e outra com 2,400kg de noite ao fundo com lingueirão, que devido á maneira como elas se debateram, me deixaram com um sorriso de orelha a orelha.


Até breve, um abraço.